terça-feira, 21 de agosto de 2012
Fotografia comemora os 135 anos da descobera de Fobos, a maior lua de Marte
(Público - Portugal) A maior das duas luas de Marte, Fobos, foi descoberta há cerca de 135 anos, a 18 de Agosto de 1877, quando o astrónomo Asaph Hall observou o planeta pelo telescópio de 66 centímetros do Observatório Naval dos Estados Unidos. Nesta segunda-feira, a Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês) comemora a descoberta, publicando uma nova fotografia a três dimensões muito detalhada do satélite, tirada pela Mars Express.
A sonda da ESA passou a apenas 100 quilómetros de distância e fotografou a lua captando o perfil da cratera gigante de Fobos, Stickney, que se vê na parte direita da imagem. Fobos é o satélite natural conhecido que está mais próximo do seu planeta que orbita, a apenas 6000 quilómetros de distância da superfície marciana (a Lua está, em média, a 384.000 quilómetros de distância da Terra).
Asaph Hall descobriu a 18 de Agosto de 1877 Fobos, seis dias depois de ter descoberto Deimos, o outro satélite natural que orbita em volta do planeta vermelho, mas que está mais afastado de Marte. Fobos e Deimos, ou, do grego, medo e terror, são os nomes dos filhos de Marte, deus da Guerra.
Fobos é relativamente pequeno: tem 27 quilómetros de altura por 22 de largura e 18 quilómetros de espessura. Está recheado por muitas crateras na sua superfície. Ao lado da cratera Stickney, que se parece com uma boca com os seus 6,8 quilómetros de diâmetro, estão famílias de sulcos que poderão ter sido formados depois de impactos de asteróides em Marte terem soltado detritos da superfície do planeta que “rasgaram” a superfície da lua.
O fim de Fobos está previso para daqui a alguns milhões de anos, quando o satélite se aproximar de mais do planeta, e se colapsar num disco de detritos que acabarão por chocar contra Marte. Até lá, alguém que estiver em Marte poderá ver o satélite a nascer e a pôr-se duas vezes por dia.
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