
(Ciência Hoje - Portugal) O que descobriram sobre Marte os cientistas que estiveram no Árctico a estudar fenómenos geológicos semelhantes aos que se passam no ‘planeta vermelho’? O que foi possível ficar a saber sobre a adaptação dos animais (como pinguins, albatrozes ou focas) às mudanças climáticas e para que acções futuras esse conhecimento aponta? Que desenvolvimentos tecnológicos se produziram a partir da medição de gases na atmosfera, na Antárctica, e que consequências terão para o conhecimento do buraco do ozono? As respostas vão ser conhecidas no próximo dia 12 de Abril, em Coimbra, na III Conferência Portuguesa das Ciências Polares.
A partir das 09H30, o Auditório de Zoologia da Faculdade de Ciências e Tecnologia será o centro de toda a investigação na área da ciência polar, realizada por portugueses. «Temos três objectivos: mostrar o trabalho científico realizado no ano passado, consolidar a interacção entre investigadores portugueses e estrangeiros e estabelecer novas cooperações internacionais», explica José Xavier, investigador do Instituto do Mar da Universidade de Coimbra (UC) e membro da comissão organizadora da conferência.
Assim, além de procurarem identificar futuras oportunidades de colaboração nacional e internacional, os cerca de cem investigadores das 15 equipas portuguesas que se dedicam à investigação em ciências polares vão apresentar os resultados de um ano de trabalho e discutir os desenvolvimentos científicos que eles geraram.
O encontro científico engloba, também, uma sessão internacional (15H00), onde os cientistas portugueses poderão conhecer e analisar hipóteses de colaborações internacionais para o futuro. Serão convidados Mike Sparrow, da Scientific Committee for Antarctic Research e Volker Rachold, do International Arctic Science Committee, organismos que representam a globalidade das ciências polares no mundo.
Pelas 17H00, haverá uma sessão com jovens cientistas polares para analisar novos projectos e identificar os caminhos de futuro desta área de investigação. O balanço da Conferência será feito a partir das 18H00, seguindo-se a sessão de encerramento.
A III Conferência Portuguesa das Ciências Polares surge com o propósito de «aproveitar e maximizar o grande aumento do número de cientistas que se dedicam à ciência polar e continuar a produzir ciência de qualidade mundial», verificado após a celebração do Ano polar Internacional (2007-2008), explica José Xavier. Espera-se que este encontro possa contribuir para consolidar um programa português de investigação polar e para maximizar a assinatura do Tratado da Antárctida, que estabeleceu a liberdade de exploração científica do continente, em regime de cooperação internacional
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